• Mayla Valenti

A educação ambiental como campo de pesquisa e geração de conhecimentos


A pesquisa em educação ambiental é um campo que reúne várias áreas do conhecimento: educação, sociologia, biologia da conservação, ecologia, psicologia, filosofia e tantas outras. Por isso, fazer pesquisa nessa área exige muito estudo e uma visão ampla das questões ambientais e educacionais. Ao mesmo tempo, a produção de conhecimento em educação ambiental está intimamente ligada à prática educativa. Esta característica coloca uma responsabilidade ainda maior no trabalho das(os) pesquisadoras(es), pois sua atuação interfere diretamente na realidade.

O VIII Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA)


Os EPEAs são realizados bienalmente desde 2001 justamente para apresentar e discutir sobre a vasta produção acadêmica na área. De 19 a 22 de julho foi realizado o VIII EPEA, no Rio de Janeiro. A Fubá acompanhou o evento e trouxe algumas informações para o FubáZINE. O tema do encontro foi “A avaliação da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DEDS) e perspectivas futuras”. Para quem não sabe, a DEDS foi promovida pela UNESCO no mundo todo entre 2005 e 2014. Na avaliação de Nilo Diniz, que foi diretor do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA) de fevereiro de 2011 até abril deste ano, a DEDS teve influência maior em outros países da América Latina e em países árabes do que no Brasil. O próprio relatório da UNESCO sobre a DEDS destaca apenas a Rio+20 e a economia verde e faz pouca referência a outros projetos de educação ambiental do país. Algumas críticas a esse programa da UNESCO que podem explicar a pouca adesão do nosso país se pautam na sua ênfase ao desenvolvimento sustentável a partir de uma visão mais tecnicista e mercadológica que se refletiria na substituição do termo “Educação Ambiental” por “Educação para o Desenvolvimento Sustentável”. Na mesa-redonda que tratou das demandas e agendas de pesquisa em educação ambiental, a pesquisadora Lívia Regina da Silva, da FIOCRUZ/RJ e ligada ao MST e Via Campesina, falou sobre como a introdução de fertilizantes químicos na agricultura foi um processo não apenas de apropriação, mas de transformação da natureza, levando à redução da diversidade na alimentação. A pesquisadora reforçou a relação do consumo de alimentos na cidade com a reforma agrária no campo e falou ainda na necessidade do trabalho do que chamou de “intelectuais orgânicos”, que ajudem a pensar junto com a comunidade as saídas para a crise. Além das palestras e mesas-redondas, o encontro contou com apresentações orais de 115 trabalhos, programação cultural e Grupos de Discussão de Pesquisa. Se você quiser saber mais e baixar o caderno com o resumo dos trabalhos apresentados, acesse o site do evento: http://viii-epea.webnode.com/ Para saber mais sobre a DEDS, acesse o site do MMA sobre o tema: http://www.mma.gov.br/port/sdi/ea/deds/

#EducaçãoAmbiental #PesquisaemEducaçãoAmbiental

Acessibilidade: nosso site possui audiodescrição das imagens como texto alternativo ou em caixas de texto. Quando possível, incluímos janela de LIBRAS.

Conteúdo inspirador sobre teoria em prática na educação ambiental direto no seu e-mail:

Entre em contato!

contato@fubaea.com.br

  • LinkedIn ícone social
  • Facebook Social Icon
  • Instagram Social Icon
  • YouTube Social  Icon
Logo do FubáZINE