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Como a tecnologia pode ajudar o uso público nas Unidades de Conservação?


Olá, tudo bem?


Desde 2018, temos trabalhado com a tecnologia digital como ferramenta para melhorar a experiência de visitantes em áreas naturais protegidas a partir do desenvolvimento do nosso app BoRa. Neste FubáZINE vamos compartilhar nossos aprendizados sobre esse tema e apresentar possibilidades para que seu espaço aproveite o potencial da tecnologia sem perder a essência do trabalho em contato direto com a natureza.


Primeiro, é importante ressaltar que, para nós, a tecnologia não é um fim em si mesma. Ela nos ajuda a promover experiências divertidas, educativas e acessíveis para mais visitantes, fomentando o uso público e a conservação da biodiversidade.


Dito isso, um dos grandes potenciais da tecnologia digital é a escala. Nos espaços de ecoturismo, a tecnologia digital possibilita atender milhares de pessoas ao mesmo tempo com informações e conteúdos de qualidade.


O Parque Nacional do Iguaçu é um ótimo exemplo disso. O parque é um dos mais visitados do Brasil e recebe milhares de pessoas por dia. Lá, nosso app BoRa tem ajudado a equipe do parque a atender escolas e turistas, apresentando a Lenda das Cataratas, a nova Trilha da Canafístula e a Trilha da Escola Parque. Turistas também podem se localizar melhor no parque com os mapas do app e encontrar facilmente serviços e equipamentos como lanchonetes e banheiros.






Outro ponto que para nós é fundamental é a ampliação do acesso às informações turísticas e ao conteúdo educativo. Afinal, todas as pessoas têm direito a conhecer a nossa biodiversidade. O BoRa Parque Nacional do Iguaçu permite que pessoas com diferentes deficiências se conectem à Mata Atlântica e à beleza das Cataratas por meio de audiodescrições das imagens, vídeos em Libras, indicação de rotas acessíveis e interface baseada no desenho universal. Isso sem falar de turistas de outros países que também têm acesso ao conteúdo em Inglês e Espanhol.


Realizar ações de comunicação ambiental com comunidades do entorno e visitantes sempre foi um desafio grande para as unidades de conservação. Muitas pessoas não conhecem essas áreas, não sabem que poderiam visitá-la ou, mesmo quem visita, não entende o papel da unidade na pesquisa e na conservação.


A tecnologia também facilita essa comunicação com o público, afinal a interatividade digital é uma das características mais marcantes do nosso mundo atual. No BoRa PNI nós enviamos notificações para usuários e usuárias do app, informando, por exemplo, quando o Projeto Onças do Iguaçu precisa fechar uma trilha para realizar uma campanha em campo. Além de apresentar uma informação útil, a notificação também traz visibilidade para este projeto de pesquisa e conservação que acontece no parque. E também há espaço para divulgar o contato de guias de turismo, hotéis, e outros negócios locais.






Além disso, as pessoas podem conhecer o parque à distância, entendendo e valorizando melhor o papel das áreas naturais protegidas. Essa visita virtual também chama a atenção das pessoas que nunca visitaram o local, ou que já visitaram e querem voltar. Nós sempre recebemos esse feedback sobre nossos apps BoRa: “Me deu vontade de conhecer” ou “Que saudade deste lugar”.


Finalmente, a possibilidade de monitorar o uso público para melhorar o planejamento, avaliar necessidades de infraestrutura, avaliar riscos, entre outras informações relevantes também é algo favorecido pela tecnologia digital. Com o GPS nós podemos saber quais são os dias e horários que a unidade recebe mais visitas, quais os locais mais procurados dentro do parque e quais raramente são visitados. O app também possibilita analisar o perfil de visitantes e enviar pesquisas de satisfação, enquetes ou qualquer outra pergunta de interesse para a gestão da unidade.


Essas são algumas das nossas experiências com o uso da tecnologia digital em espaços de ecoturismo, lazer e educação que recebem visitantes. As pesquisas de tendências do futuro mostram que nosso dia a dia será cada vez mais FIGITAL. Ou seja, físico + digital. Nós gostamos dessa ideia pois valoriza a experiência direta de contato com a natureza ao mesmo tempo que aproveita os benefícios do digital.


E você, já pensou sobre o futuro do uso público nas unidades de conservação?



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