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  • Mayla Valenti

Educação ambiental e resíduos

Atualizado: 15 de Mai de 2020

Uma das primeiras coisas que as pessoas relacionam com educação ambiental é o tema dos resíduos. Precisamos reconhecer que ainda é preciso evoluir bastante no que se refere ao consumo responsável e à gestão de resíduos. Por isso, instituições, educadoras e educadores têm bastante trabalho no que se refere a este tema.



#pracegover #pratodosverem Foto de uma senhora em frente a um portão e um catador recebendo caixas de papelão e outros resíduos recicláveis. Há uma moldura branca e o logo do FubáZINE em preto e branco no centro inferior da foto. O fundo da imagem é amarelo.

É importante lembrar que o dever de cuidar das questões relacionadas ao consumo e à gestão dos resíduos compete em uma responsabilidade compartilhada. Isso significa que nós precisamos rever e modificar as nossas ações, mas considerar que os governos, as empresas, as cidadãs e os cidadãos comuns não atuam da mesma forma nesse tema. Nem com o mesmo poder quanto aos resultados alcançados.


As empresas têm vários desafios nesse sentido: reduzir o desperdício em suas produções; reduzir o uso de materiais derivados do petróleo, como o plástico; buscar alternativas para substituir os materiais usados em seus produtos; pesquisar novas opções para as suas embalagens; destinar e tratar corretamente seus resíduos; implementar a logística reversa (preparar-se para receber de volta seus produtos depois de descartados e dar um destino correto a eles); diminuir ao máximo a poluição que elas geram no ambiente, e vários outros.


Os governos devem substituir os lixões por aterros sanitários bem controlados; aumentar o tempo de vida útil dos aterros sanitários; promover a coleta seletiva e a reciclagem por meio de parcerias com cooperativas; fiscalizar as empresas para que elas atendam às leis ambientais; promover a educação ambiental na escola e com a comunidade visando à redução do consumismo e incentivando um consumo mais consciente, entre outras ações que lhes competem.


E nós, como cidadãs e cidadãos, precisamos repensar os nossos estilos de vida e os hábitos de consumo; evitar o uso de descartáveis; escolher consumir produtos menos impactantes para o ambiente; levar potes e sacolas de casa quando for fazer compras, reaproveitar e/ou transformar e/ou consertar os objetos antes de descartá-los; refletir sobre como a mídia e a propaganda pode interferir negativamente nas nossas escolhas de compras e buscar minimizar essa influência; separar e descartar corretamente os nossos resíduos; fazer compostagem...


Sempre é bom lembrar que por mais que cada pessoa cuide da redução do consumo e da destinação adequada de seus resíduos, as mudanças de grande impacto só serão alcançadas quando as indústrias, as grandes empresas e os governos adotarem medidas mais sustentáveis em relação aos resíduos.


A quantidade exagerada de resíduos que nós produzimos é uma consequência do sistema econômico vigente e do estilo de vida que nós temos escolhido como sociedade. Ou o que nos é imposto. E é um problema que afeta todas as pessoas, mais umas do que outras. De alguma maneira a humanidade toda está sendo afetada.


Nós acreditamos que a educação ambiental focada no tema dos resíduos deve abordar toda essa complexidade de inter-relações. É muito fácil realizarmos ações e campanhas educativas simplistas e direcionadas apenas a mudanças de comportamentos individuais.


O nosso papel como instituições, educadoras e educadores precisa ser maior. Nós precisamos contribuir para a formação de pessoas críticas, que compreendam o problema a partir de uma visão ampla e sistêmica, para terem autonomia nas ações e mudarem suas realidades.


Nesse sentido, a busca cotidiana por sermos mais sustentáveis, mais responsáveis em relação ao nosso consumo e à destinação correta dos resíduos é contínua. Ninguém consegue se tornar 100% sustentável de um dia para o outro. Aliás, é muito difícil haver uma pessoa 100% sustentável.


Nós precisamos fazer com que essa busca pela sustentabilidade no cotidiano seja leve, prazerosa, agradável e não carregada de culpa. Antes de apontar o dedo e dizer como as pessoas deveriam se comportar, é preciso considerar que o mundo e a vida corrida do dia a dia nos empurram para atitudes menos sustentáveis, que muitas vezes são mais práticas e estão mais acessíveis.


Mas a boa notícia é que essa situação está melhorando. Cada vez mais pessoas, governos e empresas estão se preocupando com o meio ambiente e com a sua sustentabilidade ecológica. E a nossa ação cotidiana também faz parte dessa mudança.


Por isso, a nossa proposta para você é: procurar exemplos de ações mais sustentáveis relacionadas aos resíduos realizadas por empresas, governos e por pessoas comuns para conhecer possibilidades e buscar inspiração.




#pracegover #pratodosverem Foto das quatro sócias da Fubá. Elas estão sentadas em um gramado em frente a uma cerca de madeira. Elas sorriem e vestem camiseta amarela.

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#PraCegoVer #PraTodosVerem #Audiodescrição resumida: Foto de Ariane, Flávia, Andréia e Mayla. Elas sorriem e estão sentadas no chão de terra. Usam camisetas amarelas e lisas. Há uma caixa de texto branca no canto inferior esquerdo escrito: 3 aulas gratuitas para colocar a teoria em prática na Educação Ambiental. A imagem possui moldura verde.