• Mayla Valenti

Como a educação ambiental pode contribuir com o ecoturismo

Atualizado: Jul 18

O período que estamos vivendo, buscando o maior isolamento social possível, tem feito as pessoas sentirem falta do contato com a natureza não humana. Quando a pandemia estiver controlada, provavelmente muitas pessoas buscarão os espaços naturais como fonte de lazer, inspiração e aprendizado. Nesse cenário futuro, o ecoturismo pode ser encorajado e a educação ambiental pode contribuir para oferecer experiências de qualidade para turistas em áreas naturais.


A educação ambiental e o ecoturismo compartilham princípios e espaços de atuação. Os dois campos têm como objetivos promover a conservação ambiental, valorizar a cultura e fortalecer comunidades locais ao interagirem com o público. As atividades podem ser realizadas em áreas naturais protegidas, em ambientes rurais, em lugares onde vivem comunidades tradicionais e até mesmo nas cidades, em áreas verdes ou parques urbanos. Nesse sentido, a educação ambiental e o ecoturismo podem ser complementares e enriquecer o processo educativo de todas as pessoas envolvidas.


Muitas vezes, existe uma confusão sobre o público dessas duas atividades. Ações realizadas com grupos escolares são consideradas educação ambiental e ações realizadas com grupos de visitantes, geralmente pessoas adultas, são consideradas ecoturismo. Mas na prática essa divisão é pouco útil. A educação ambiental não deve ser voltada apenas para crianças. As pessoas adultas também devem participar desse processo. Afinal, todas as pessoas, independente da idade, sempre têm algo para aprender e algo para ensinar.

#PraCegoVer #PraTodosVerem Audiodescrição: Foto de grupo de pessoas. É dia. O grupo está espalhado e contemplando a natureza. A imagem possui moldura branca. No centro, na parte inferior, há o logo do FubáZINE em branco e preto. Ao redor da moldura, o fundo da imagem é amarelo.

O planejamento participativo das atividades de ecoturismo ajuda a desenvolver o turismo a partir das demandas e das necessidades das comunidades locais. Um espaço democrático de diálogo entre as pessoas, grupos e instituições envolvidas é fundamental para se alcançar este objetivo. Os princípios da educação ambiental podem contribuir para o grupo realizar um diagnóstico da realidade onde se pretende atuar, definir o propósito das ações e maneiras de realizá-las coletivamente.


Já na interação direta com o público, a interpretação ambiental é uma ferramenta que ajuda a trazer significado para a experiência na natureza ao proporcionar novas ideias e incentivar o interesse e o engajamento pela conservação ambiental. A partir da interpretação ambiental é possível compartilhar experiências, saberes e conhecimentos científicos, promover novas reflexões sobre valores ambientais éticos e estéticos e incentivar mudanças de atitudes individuais e coletivas diante dos problemas ambientais. Assim, o aprendizado de todas as pessoas participantes da experiência na natureza se torna mais rico e engajador.


Nesse caso, o diálogo também deve ser a base dessa interação. A mediação dialógica, tão importante para a educação ambiental, pode ser praticada nas atividades de ecoturismo de modo a ampliar seu potencial educativo. Ela propicia uma postura de respeito entre guias e turistas, a valorização de saberes diversos e um clima agradável de criação conjunta da experiência que está sendo compartilhada.


Além disso, é importante valorizar a experiência estética proporcionada pelas visitas aos espaços naturais. O contato direto do corpo com os elementos naturais proporciona aprendizados para além do nível racional. Educar a atenção para aprender a partir desta experiência direta e imersiva pode ser uma oportunidade única para turistas que vivem em centros urbanos e se desconectaram da natureza em seu cotidiano. Nesse sentido, momentos de silêncio, de contemplação e de sentir o ambiente sem receber informações técnicas são fundamentais durante as visitas.


Diante de todos esses aspectos que apresentamos, nós acreditamos que os princípios da educação ambiental praticados nas atividades de ecoturismo podem contribuir para ampliar o seu potencial transformador, seja para as comunidades locais que recebem visitantes, seja para turistas que buscam uma maior conexão com a natureza. Quando trabalhamos em parceria e valorizando a diversidade de conhecimentos de cada área de atuação podemos unir forças em busca dos nossos objetivos comuns.


Você concorda? Quais relações você identifica entre a educação ambiental e o ecoturismo? Como você acha que essas duas áreas podem atuar em conjunto para promover a conservação socioambiental?

Quando compartilhamos experiências, mostramos às outras pessoas nossas vivências e sensações naquele momento. Essa troca pode ampliar percepções e trazer novos saberes para enriquecer o aprendizado. Uma das aulas do nosso curso online COMO?! mostra como compartilhar experiências nas práticas de educação ambiental.

#PraCegoVer #PraTodosVerem Audiodescrição: Imagem de divulgação do curso COMO?! No centro da imagem há a frase: Compartilhar experiências é transdisciplinar. A frase está em verde e as palavras transdisciplinar em rosa. Abaixo da frase está o site da Fubá: www.fubaea.com.br. No canto inferior direito está o logo do curso COMO?!. O logo é preto, composto pela palavra como, em letra cursiva, seguida de um ponto de interrogação e um de exclamação. Há uma moldura ao redor. O fundo da imagem é amarelo.

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Acessibilidade: nosso site possui audiodescrição das imagens como texto alternativo ou em caixas de texto. Quando possível, incluímos janela de LIBRAS.

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